segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lado bicho - certo!


O lado bicho grita
Escapa pela boca, pelos poros,
Pelo suor.
Vontade atrevida de imersão,
Nos seios, nos beijos,
Nas mãos.
Lado errado do que é certo,
Cheiros, gostos

E um pouco de perversão...

T.S.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Por uma Anarquia do Sentir, por Therence Santiago



Um brinde ao atrevimento, a compulsão, a poligamia, a sedução, a permissão e a loucura. Viva Foucault em sua doce amargura, na qual em momentos de euforia agredia com maestria toda a regra que faz com que a gente se esqueça de praticar a humanidade. Existe uma vã razão efêmera que domina, no entanto, os tempos mudaram, pelo menos em parte, e isso já é um bom negócio. Hoje podemos de maneira um pouco mais livre buscar e representar a nossa essência mais primitiva. Segue um pouco do pecado original;


segunda-feira, 1 de outubro de 2012


In,


Retomo esse espaço com uma única finalidade; ousar um pouco mais, ter um pouco mais de liberdade. A grata ideia da comunicação implica em expressão - muitas vezes, por questões morais, sociais e culturais, nos expressamos pela metade. Penso que os tempos atuais trazem possibilidades mais flexíveis em se tratando de questões estéticas. Pois bem, arrisco-me nesse espaço que já é meu, ser o mesmo de maneira um pouco diferente. A palavra da vez é reinvenção. Vamos lá então!!!


Autoconhecimento, por Therence Santiago

O pecado mora ao lado,
Onde os anjos batem asas,
Deixo minhas marcas de provocação.
Na parte mais escondido do que queremos,
Uma vontade absurda de satisfação!!!

Os dedos procuram o caminho exato,
Falam de tato,


E sempre querem mais......


terça-feira, 17 de abril de 2012

Meus vícios e eu, por Therence Santiago


No pedaço mais doce do bolo a mordida se antecipa, dentes e língua entram em atrito com o chocolate de maneira bem lenta e sedenta. Vontade incontrolável de saciar tudo que nos falta, tudo que nos seduz, tudo que nos preenche. A gula é o meu pecado capital predileto. Tenho fome de tudo, de pele, de beijo, de saliva, de arrepio, de poesia, de fantasia, sinto sede de vida!




In – e mais um pouco,

Olhos verdes de lua

Pedaço quente do doce

Na mente uma ideia

Outro verso dentro do piano

Ouço rosas vermelhas em meu lençol

Sempre existe mais um pouco

Verso de algodão

Vindo do louco

Louco poeta e seus moinhos

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sobre Biologia, e alguns anseios antropofágicos, por Therence Santiago



Que os Deuses da Antropofagia contemplem a pressa, a pressa em sentir tudo ao mesmo tempo, uma espécie de vontade incontrolável - como uma fome e sede voraz que quer comer e beber tudo de uma vez, que seja feito o poema do que somos, poemas de anjos dançando no bom pecado, que seja iluminado todo o beijo entre uma lágrima e outra, e que tudo realmente seja devorado pela necessidade de sentir e sentir novamente!!!!



É no beijo que tudo começa, é na boca em que tudo acaba...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sobre Armas químicas e poemas, por Therence Santiago

É, de tantas perguntas e buscas em tantos livros, hoje percebo uma coisa! sem exageros - em toda minha carreira acadêmica e não acadêmica já li mais de mil livros; de filosofia, passando por antropologia, historia, física, literatura, poesia e outras coisas, enfim, percebo que o que aprendi realmente é que nada, mais nada mesmo importa, as perguntas são mais importantes que as respostas, e tudo que acreditamos ser verdade é verdade no tempo em que acreditamos ser, ou seja, a incrível ideia de dialética sempre predomina, por exemplo, uma data tão especial em outras épocas, pode se tornar uma data triste e melancólica no presente. Será essa a grande lógica da vida? Aprender pela dor? Aprender pelo amor? Ou os dois juntos? Ou no fundo e no final de tudo não aprender realmente nada? Será que a vida é um grande mosaico montado lentamente pedaço por pedaço de nós mesmos?


Privação, por Therence Santiago

O que é natural?
O que é normal?
Que parte do bolo devemos morder primeiro?

Entre sonhos bons e pesadelos, habitamos o meio,
Meio fio da navalha que corta, e o sangue que sangra,
Tem cor e cheiro de medo,
Pois, somos treinados para o bem!

E sem olhar a quem, queremos sempre recalcar!
E nessa aparência criada da aparência mais distante do que somos,
Apertamos o botão de start e tudo fica como é,
Perfeito e igual!!!!

Que parte do bolo devemos morder primeiro?




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Elogio a breve persistência da memória coletiva da ideia do que não é, por Therence Santiago

Passa o tempo e o que percebo cada vez mais é a lógica perversa que tange a nossa existência aqui, talvez a influencia da escolha pela leitura dos pós – modernos exerçam esse efeito em mim, enfim, a questão é que na matemática negativa da vida, sempre estamos perdendo; perdemos sensações, amores, sabores, cheiros, pessoas, perdemos constantemente sorrisos!!


 Realmente devam existir outras vidas em outros planos espirituais, pois, com certeza aqui - com raros momentos de exceção - é a materialização do inferno! O mais engraçado e engenhoso de tudo isso, é que sempre criamos justificativas e intenções atreladas a amenizar a dialética de tristezas que transitam pelas ruas da vida. Essa época do ano, por exemplo, fala-se de espírito natalino e de um novo ano, o mais engraçado é que entra janeiro e a rotina do cotidiano repleto de estranhamentos voltam com força, óbvio se manifestando em situações e circunstancias diferentes, no entanto, o enredo sempre é o mesmo! Com certeza estamos vivendo tempos difíceis, não que em outras épocas isso não tenha acontecido, o problema é que o labirinto está cada vez maior!



Sem remédio


Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!!

Florbela Espanca




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ensaio aberto de toda possível tristeza que podemos possivelmente sentir, por Therence Santiago


Tenho uma tendência para a melancolia, para a tristeza e de vez em quando até para a alegria. Engraçado como as pessoas criam justificativas diversas para escaparem da tristeza, é fato que vivemos culturalmente na sociedade do prazer - a qualquer custo temos que demonstrar a felicidade! Existem remédio...s diversos para acabarem com o tédio, com a sensação de dor e tudo mais, fato esse, que de certa forma impulsiona todos a responderem sempre em favor dos sorrisos, a qualquer custo, mesmo se a vontade verdadeira não for essa, estamos sempre sorrindo! Temos que colocar fotos diversas sorrindo, transpirando felicidade, mostrar para as pessoas que estamos bem, ai me pergunto, por quê? Do que realmente somos feitos? Isso pensando na essência, nas vontades e desejos mais escondidos nas camadas mais profundas da nossa existência.

Quais são nossos reais conceitos e preconceitos referentes a essas questões? O que sentimos na verdade? Vou colocar uma foto minha sorrindo abertamente no meu facebook e todos acharam que estou plenamente feliz! E isso me basta, mesmo se isso no fundo não me bastar nem um pouco!
 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

De Kooning!

                                                 ( De Kooning)

Submersão na razão efêmera da sensação que não existe mais, por Therence Santiago

O que não se explica, não se explica!
È tempo de o tempo acabar;
Tão infinita é a mais restrita possibilidade,
Sonhos já não brincam no parque;
Uma idéia morna de felicidade habita o teto da casa;
Existe uma realidade paralela – nela
Olhares e bocas se desencontram;
Onde termina a esperança a estrada silencia,
Um horizonte no deserto vermelho parece cinza –

Tambores nos rituais,
é o coração dês – acelerando,
Hiato continuo / de toda razão;
Frágil euforia,
Efêmera sensação!







quinta-feira, 22 de setembro de 2011

No ar - o estar do que queimou, por Therence Santiago



 
Ontem o hoje fala do amanhã,
Existe uma linda foto no porta retrato
O dia amanhece escuro
Vejo os postes iluminando a noite
dialética estranha e inocente
encobre um lado da face

Onde os anjos brincam de ser gente
Alimentamos a ideia de possibilidade

Ouvindo um lindo canto
Encontramos uma voz macia
A qual deixa o sonho exposto

um leve gosto
De uma bebida levemente alcoolizada!
Mostra a hora errada!

Sentamos em frente da lareira
E sentimos o salgado tímido pranto!




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Persistência da Memória - Dali

Re - evolução

Idéias absurdas de paz
Infestam a minha descrença no amor
Um pássaro delicado bica com força o poema
Rasga o dilema
E provoca a dor!


Sementes plantadas nos jardins das flores do mal
Irradiam um doce bolo feito todo de sal
Do deserto mais expansivo
Tiram-se os cactos mais saborosos


Existe uma lógica perversa nas relações
Equação sem um resultado positivo
E o que sobra
É uma busca desenfreada por algum abrigo
E tudo sempre se repete
Beijos molhados no futuro inimigo!!





segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Destino, por Therence Santiago


Existe uma sensação que nos perturba, é uma vontade incontrolável de algo que não sabemos, a eterna insatisfação move a existência, e na consciência uma idéia de alma que invade o pensamento. Hoje sinto o tempo mais rápido, diferente, ele me apressa, não sei por que, só que meu relógio adota uma matemática contrária, minha psique se enche de nada!!!



Destino, por Therence Santiago

Poeta onde estão suas silabas?
Escapam de seu coração e olhos as palavras
Escorrem pelos papéis os versos
Abrigo morno do que queima
A percepção ultimamente silencia
Existe água demais na bacia
Transborda as sensações
Gota por gota
Um lago de emoções
se forma na atmosfera

Corra Poeta!
Escorregue onde tem óleo
O combustível está acabando
E na ponta da caneta
Uma tinta imperfeita
Registra suas mais intensas





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Um Olhar para o Cotidiano, por Therence Santiago

Quem consegue de fato abandonar seus traumas? Deixar escondidas ou quietas suas angustias? A lógica perversa da vida humana tinge em turvos versos toda possibilidade de felicidade, é como uma equação que sempre da o mesmo resultado negativo, uma espécie de dialética da tristeza, sempre um ultimo gole, e o que sobra é sempre o copo vazio em cima da mesa, sem nenhuma utilidade!






A poesia sangra,


É algo inevitável o fracasso

Uma espécie de maldição da raça humana

Paradigma da era pós,

Sempre acabamos odiando quem se ama

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Um Olhar para o Cotidiano, por Therence Santiago



Pedaços! Hoje vivemos pedaços, tudo creio eu - se mostra dividido, fragmentado, compartilhado, esquadrinhado. Foucault fala de uma política anatômica do detalhe, pois então, os detalhes hoje se apresentam muitos e conflitantes, vivemos em linhas tênues entre a alegria e a tristeza, entre a esperança e a desesperança, entre a expansão e o recolhimento, entre a razão e a loucura, tudo no meio, não de maneira imparcial, até mesmo porque vivemos em tempos de hiperealidades. Estamos postados exatamente no centro do furacão, girando loucamente, impulsionados pela chamada era dos sentidos, ou sentimos demais, ou não sentimos nada. Queremos produzir e liberar serotonina, endorfina, adrenalina e pea! Buscamos todo o tempo certo bem estar mental, certa sensação de prazer, quando não conseguimos isso naturalmente, buscamos as diversas drogas (as licitas e as ilícitas) que nos possibilite inundarmo-nos dessas substâncias, tudo em nome da chamada sensação de alegria, de bem estar, de felicidade; vivemos sem sombra de duvidas na era da felicidade, se ela não existe de fato, a fabricamos sinteticamente, e pedaço por pedaço de sensação de bem estar, montamos nosso mosaico existencial....







"O espaço é um corpo imaginário, como o tempo é um movimento fictício." Fonte - Tal Qual II Autor - Valéry , Paul

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um Olhar para o Cotidiano, por Therence Santiago


                                            Pollock number 08


Vivemos em um tempo realmente estranho, tempo de permissões e proibições, de contentamentos e descontentamentos, tempo de aproximações e distanciamentos. Nas ruas ultimamente ando observando muito as pessoas e vejo mundos e mais mundos se condensando, diluindo ou evaporando. Estamos em espaços entre espaços, atuamos entreatos, e na maioria das vezes sem perceber, intermináveis paradoxos, sentimos a vontade de potencia atrelada as inúmeras idéias que se encontram entre o sagrado e o profano.